A cada 40 segundos, uma pessoa suicida-se

A cada 40 segundos, uma pessoa suicida-se


A cada 40 segundos, uma pessoa suicida-se.

“Quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida.” – Augusto Cury

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. O Brasil é o país com maior incidência na América Latina, ocupando a oitava posição no ranking mundial, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano.

Na última década, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos. Entre adolescentes, o suicídio é responsável por mais mortes do que o HIV, segundo a OMS.

De acordo com o Estadão e a UOL, anualmente mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, e para cada caso fatal, há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.

O dia 10 de setembro tornou-se o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. E desde 2014, surgiu o “Setembro Amarelo”: uma campanha de conscientização e formas de prevenção, com o intuito de alertar a população a respeito da realidade e da gravidade do assunto tanto no Brasil como no mundo, ocorrendo por meio de identificação de locais com a cor amarela e da ampla divulgação de informações.

O que leva ao suicídio?

Alguns estudos mostram que a motivação para alguém tirar a própria vida, é a perda do sentido existencial. Essa condição geralmente precede a vivência de situações traumatizantes, depressivas, estressantes, agonizantes e que fogem a racionalidade humana. Não existe idade, gênero, cor, classe, etnia ou raça, que pode ser vista como uma exceção para cometer suicídio.

A ideia do suicídio é fruto dessas experiências e traumas que não conseguem ser superados, que carregam sentimentos de solidão, desamor e desamparo, e que assombram a mente da pessoa há muito tempo – até que a dor parece insuportável e a pessoa decide fazer algo a respeito.

Fatores que influenciam no Desequilíbrio Psicológico

Ansiedade

O Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo: 9,3%. A ansiedade, quando patológica, pode ter origem em situações diárias e experiências negativas. O transtorno tem como sintomas: pavor, tensões exageradas, espera pelo pior e falta de controle sobre pensamentos, que se repetem involuntariamente.

Também pode estar relacionada a ataques/crises de pânico, que são períodos intensos de medo, desconforto e/ou agonia, resultantes de um nível extremo de ansiedade em situações inexplicáveis.

É importante nestes casos que a pessoa questione-se e busque rapidamente lembrar de pessoas e situações positivas para mudar o seu estado emocional o mais rápido possível.

Bullying

A prática do Bullying é muito comum entre crianças e adolescentes, sobretudo na escola. Uma pesquisa do IBGE relata que 2 em cada 10 alunos já praticaram bullying. NÃO é uma brincadeira, e pode ter como consequência o desenvolvimento de diversos distúrbios psicológicos nas vítimas. Estão em evidência nos ambientes escolares casos de humilhação, agressão verbal e/ou física, e preconceito.

São ocorrências que ficam para sempre na memória e pode significar um trauma nunca superado, levando as vítimas a transformar o modo como agem e a desenvolver, pouco a pouco, transtornos psicológicos e de conduta.

Se você possui filhos ou convive com crianças e adolescentes, fique atento, tanto para identificar situações em que a criança vem sofrendo bullying, quanto para identificar aquelas que praticam.

Por trás de alguém que fere, sempre há alguém ferido. Portanto, ambas precisam de aconselhamento e acompanhamento, não somente quem sofre a agressão.

Depressão

A depressão é uma alteração química no cérebro, que normalmente vem acompanhada de tristeza, pessimismo acima da média e baixa autoestima, o que pode ocorrer isoladamente ou combinados.

A pessoa deprimida não percebe sentido na vida e vive apática, além de geralmente estar com sensação de agonia.

É imprescindível buscar acompanhamento psicológico/psiquiátrico quando se tem depressão, uma vez que é uma condição que altera a qualidade de vida e é um dos grandes motivos que antecedem os suicídios.

A tendência a desenvolvê-la, pode aumentar de acordo com determinadas situações individuais que impactam nossas vidas. De acordo com a OMS, a doença atinge 4,4% da população mundial e 5,8% da população brasileira.

Estresse e pressão

Segundo um estudo feito nos EUA, o suicídio está relacionado ao estilo de vida contemporâneo. Em 2010, a maior parte da humanidade passou a viver em cidades – local onde as pessoas sofrem mais com o estresse e a pressão para o sucesso.

Simultaneamente a isso, ainda segundo esse estudo, 40% dos adultos se consideram solitários, o que significa o dobro do índice percebido na década de 1980. Este fenômeno impulsiona a depressão e a ansiedade.

Desacelerar seus pensamentos, filtrar o consumo de informações, diminuir o convívio com pessoas tóxicas e contemplar coisas belas e simples do dia a dia, ajudam a reduzir o estresse e a pressão.

Identificando atitudes suicidas

É importante ter empatia com as pessoas e entender se elas estão passando por dificuldades na vida – sobretudo, dificuldades psicológicas. Através da convivência, é possível atentar-se aos comportamentos do indivíduo para identificar possíveis atitudes suicidas:

Isolamento, evitar participar de atividades para se distrair, negar pedir ajuda, método violento ou uso de drogas como uma alternativa para fugir da realidade dolorosa. Rastros online: histórico de navegação mostrando buscas sobre o assunto. Comunicação prévia de que iria ou vai se matar, via mensagem ou carta de despedida.

Quem planeja cometer suicídio pode falar sobre isso. Há uma falsa crença que quem alega que vai se matar está apenas “querendo chamar atenção”. Nunca diga isso.

É neste momento que a pessoa pode se sentir ainda mais solitária e desacreditada, o que pode agravar ainda mais seu estado psicológico. Não a ignore. Preste suporte, estabeleça um diálogo e ouça o que ela tem a dizer.

Atente para frases como:

“Eu não sou bem-vindo”,
“Sou um peso e só dou trabalho para as pessoas”,
“Eu não mereço ser feliz/ não sei o que é ser feliz”,
“Eu não me amo/ eu sou um lixo”,
“Eu não tenho capacidade para fazer nada/ faço tudo errado”,
“Não aguento mais/ quero sumir/ quero morrer”,
“Tudo é difícil para mim/ nada dá certo”,
“Nada mais faz sentido/ tudo perdeu a graça”,
“As pessoas não gostam de mim, ninguém me ama”,
“Não tenho sonhos/ nada mais vale a pena”,
“Eu não sou capaz de suportar esse trauma”,
“Eu não faço diferença na vida das pessoas”,
“Se eu viver ou morrer, tanto faz”.

Se a maioria de nós realmente soubesse o quão complexa é a mente humana, jamais abriríamos nossa boca para menosprezar alguém. Então seja você um ser humano mais responsável, reflita mais sobre o que você tem dito e feito por aqueles a sua volta.

Uma Ótima Notícia

Por fim, queremos anunciar com muito orgulho que a AGE – Academia de Gestão da Emoção se juntou a Escola da Inteligência e ao Instituto Augusto Cury na promoção dos projetos filantrópicos e sociais do Dr. Augusto Cury.

São diversos programas de promoção da saúde emocional, prevenção de transtornos psíquicos, desenvolvimento da inteligência e prevenção de suicídios.

No momento estamos construindo o maior projeto mundial online contra o suicídio, totalmente gratuito e que será divulgado em breve.

O Você é Insubstituível: Uma Vacina Emocional Contra o Suicídio.

Em breve disponibilizaremos um link para entender um pouco mais sobre o projeto e nos ajudar em sua divulgação. Afinal, todos somos insubstituíveis.