Carta à Nação Brasileira

Carta à Nação Brasileira

Tenho cerca de 60 milhões de leitores em nosso país e sinto a responsabilidade de falar algo que queima dentro de mim! Somos uma única família, uma única nação, mas nosso país está doente: doente financeiramente, pois gasta muito mais do que arrecada, enfermo socialmente pelas injustiças sociais e pela violência que nele se instalou e doente emocionalmente pelo radicalismo que nos contaminou!

Os desafios do próximo governo serão dantescos. Temos de pacificar nossa nação e ter doses elevadas de paciência! Temos de saber que quem não é capaz de respeitar os diferentes é intelectualmente imaturo!

O próximo presidente, seja quem for, não será um herói e muito menos um deus, mas um líder político imperfeito, um simples mortal que terá desafios enormes e deverá ser inteligente e inspirador o suficiente para conduzir toda sociedade, mesmo os que têm ideologias distintas, para realizar as reformas necessárias para tornar nossa nação viável, justa e com igualdade de oportunidades! Sou um dos psiquiatras mais lidos do planeta atualmente e tenho também a responsabilidade de dizer que o amor e o ódio estão mais próximos do que o senso comum imagina: quem ama e supervaloriza hoje seu líder, amanhã poderá odiá-lo se ele não corresponder às enormes expectativas depositadas sobre ele! Por isso, tanto os líderes políticos como cada cidadão devem vivenciar algumas ferramentas de Gestão da Emoção para contribuir com a sociedade:

1-Entender que só é digno do poder quem é desprendido dele, quem usa este poder para servir a sociedade e não para que a sociedade o sirva.

2- Saber que quem ama sua ideologia política ou seu partido mais do que a seu país não é digno de viver em democracia!

3- Entender que nas diferenças devemos nos respeitar e na essência nos aplaudir e nos amar.

4- Saber que “uma pessoa grande se faz pequena para tornar os pequenos grandes” e que “uma pessoa verdadeiramente feliz dá o melhor de si para que sua nação seja mais saudável e justa”!

Felizes os que aprendem a ser apaixonados pela sua nação e têm um caso de amor com a humanidade!

Augusto Cury