Como desenvolver a empatia

Como desenvolver a empatia


Muitos se gabam por sua inteligência, mas ser individualmente inteligente não significa ser uma pessoa fantástica. Pessoas cultas podem ser verdadeiros ignorantes no terreno das emoções.

Grande parte dos problemas de relacionamento, sejam eles amorosos, familiares, sociais ou profissionais, reside na dificuldade de gerenciar as emoções e compreender o outro na sua essência.

Temos o hábito de interpretar pessoas e situações de acordo com o nosso próprio mapa mental. O problema é que cada pessoa possui um mapa único, criado a partir da sua educação, cultura, ambiente, das experiências vividas e das escolhas provenientes do seu próprio livre-arbítrio.

Um mesmo comportamento pode ter múltiplas interpretações. A crença de que existe apenas uma resposta certa para cada problema, prejudica nossos relacionamentos e nosso próprio bem-estar emocional, pois ficamos presos no cárcere do julgamento.

Um abraço pode ser uma demonstração de afeto em culturas latinas, e uma invasão de privacidade em algumas culturas orientais. Assim também funciona no nível individual. Cada pessoa tem um universo inteiro dentro de si.

Compreender as particularidades de cada um, é o primeiro passo para construir um comportamento de empatia. Digo construir, pois ela não é um dom, e sim uma habilidade a ser aprimorada e desenvolvida.

Conseguir se colocar no lugar no outro, de uma perspectiva profunda, é verdadeiramente se esforçar para compreendê-lo sem julgamento e acusações; pelo contrário, compreendê-lo com amor, acolhimento e aceitação.

É abrir mão de estar sempre certo, de criar explicações para culpar os outros, é ter a capacidade de enxergar além das aparências e superar a necessidade neurótica de estar acima dos outros.

Quem tem empatia, não perde a oportunidade de valorizar as qualidades daqueles que vivem ao seu redor, mesmo as que parecem momentâneas e superficialmente. É um passo além de ser simpático e carismático.

E o que eu ganho com isso?

Em um mundo onde a empatia fosse ensinada e praticada desde a infância, teríamos mais museus e menos prisões, mais jardins e menos fábricas de armas, mais longevidade e menos homicídios e suicídios, mais abraços e menos acusações.

E o principal ganho da prática da empatia é a sua liberdade emocional. Aceitando o outro como ele é, muitos dos seus conflitos e desgastes emocionais vão embora. A vida fica mais leve, as relações mais harmoniosas e o caminho fica aberto para o amor fluir.

Que tal começar a praticar hoje?