O segredo dos relacionamentos saudáveis

O segredo dos relacionamentos saudáveis

Apesar de vivermos em sociedades livres, estamos nos tornando escravos emocionais. Somos algemados por medos, inseguranças e angústias; sem amarras físicas, mas acorrentados por preocupações intermináveis, pensamentos perturbadores e por uma mente inquieta, ansiosa e agitada, que pensa descontroladamente.

É mais fácil programar supercomputadores, construir edifícios majestosos e até mesmo descobrir vida em outros planetas do que construir relações saudáveis e equilibradas. Nada é tão belo quanto cultivar relações saudáveis e nada é mais deprimente do que construir relações doentes.

Libertar nosso imaginário, encontrar paz de espírito e desenvolver relações harmoniosas exige um componente fundamental: usar o amor com inteligência. O verdadeiro amor precisa de doses elevadas de emoção, mas também de doses de razão.

Não há soluções mágicas! É muito importante desenvolver técnicas para gerir as emoções e se relacionar com sabedoria. Todos nós queremos uma mente saudável, regada de prazer, livre, segura, resiliente, criativa, mas frequentemente a deixamos inadequadamente solta.

Todos querem encontrar a felicidade, mas poucos estão realmente dispostos a pagar o preço – encarar seus medos, assumir seus erros, perdoar, mudar.

Seja nas relações familiares, amorosas ou profissionais, frequentemente temos atitudes que afastam o amor, em vez de nutri-lo. Falar o que vem à mente nem sempre é a expressão de um Eu maduro, mas sim de quem não tem autocontrole.

Um Eu forte e maduro aquieta sua ansiedade, protege quem ama, pede desculpas sem medo, aponta primeiro o dedo para si antes de falar dos erros do outro, repensa sua história, exige menos e se doa mais, não tem a necessidade neurótica de mudar quem está ao seu redor.

O amor inteligente é estável mesmo diante das contrariedades, e vive no terreno da confiabilidade, enquanto o amor desequilibrado vive na lama da insegurança. Quem ama com inteligência tem maturidade para dizer “vamos recomeçar”, “eu errei” e “eu te amo e preciso de você”.

O amor dá tantas chances quantas forem necessárias, mesmo diante das decepções. O amor não é um dom genético e nem privilégio de uma classe social, mas um fruto conquistado por mentes dispostas, abertas e treinadas.