Todas as escolhas implicam perdas

Todas as escolhas implicam perdas

Uma das mais impactantes Técnicas de Gestão da Emoção nos ensina sobre a importância da autoconsciência, ou seja, a consciência de si mesmo, para mapearmos de maneira mais assertiva nossos sentimentos, medos, vontades e sonhos.

Sem esse conhecimento, não conseguimos definir objetivos fortes. Sem esses objetivos, não há motivação para perseguir nossos sonhos e, por fim, o Eu se torna incapaz de fazer escolhas importantes e ter a convicção de que todas as escolhas implicam perdas.

Ninguém pode alcançar o essencial se não estiver disposto a perder o trivial. Muitos não refinam suas habilidades, não dão um salto na carreira, não são artesãos de suas relações porque detestam perdas.

Querem ser excelentes profissionais, porém são incapazes de deixar momentaneamente seu lazer para se reciclar; querem brilhar como estudantes, mas detestam ler e sintetizar ideias; querem ser notáveis escritores, contudo são indisciplinados, não têm paciência para escrever e reescrever seus textos tantas vezes quanto forem necessárias.

São vendedores de ilusões. E, o que é pior, acreditam nelas.

Ser autor da própria história é ser capaz de transformar o caos financeiro, o afetivo, incluindo a humilhação social, em oportunidade de se tornar um ser humano melhor, mais maduro e inteligente.

Nosso Eu, quando fica engessado, rígido e não sabe fazer suas escolhas, sepulta o romance, a amizade, a relação entre pais e filhos, os sonhos e os projetos de vida. Que pessoas você enterrou no solo de seu excesso de trabalho? Que sonhos você enterrou pelo caminho?

Livros incríveis deixaram de ser escritos, quadros belíssimos deixaram de ser pintados, pesquisas revolucionárias não foram concluídas, planos sociais fascinantes foram interrompidos, relações maravilhosas foram desconstruídas.

Um Eu tímido, fragmentado e distraído é incapaz de sobreviver ao caos, ainda que seja o caos da rotina. Quando não assume seu papel vital como autor da própria história, o Eu é abarcado por medo, ansiedade, timidez, preguiça mental, necessidade neurótica de ser o centro das atenções sociais.

E você, está equipado para ser autor da sua história? Está preparado para fazer escolhas e assumir perdas? Que sonhos você precisa desenterrar? Que pessoas você excluiu, pelo menos um pouco, e precisa resgatar?

São raros aqueles que não excluíram alguém, mas ainda mais raros são os que não abandonaram a si mesmos pelo excesso de trabalho e de preocupações.

Todos nós deveríamos aprender a nos abraçar e nos dizer: “Eu te dou trabalho, mas eu te amo!”. Tenha um romance com a sua existência o quanto antes.